Continue conectado!
banner_dish

Cidade

Após poda inadequada de árvores, população de Pirapora se une em campanha pelo plantio de mudas

/

Redes sociais

Grupo promoveu abraço simbólico há uma das árvores mais antigas da cidade

Gazeta Norte Mineira 

A poda inadequada de árvores com mais de 60 anos de existência em uma avenida que fica às margens do Rio São Francisco, em Pirapora, no Norte de Minas, causou revolta em grande parte dos moradores da cidade. Mas o ato de violência contra a natureza, também serviu para despertar a muitos sobre a importância de preservar e promover um ambiente mais vivo.

A poda irregular ganhou grande repercussão depois que um vídeo foi postado nas redes sociais, mostrando que árvores que são símbolo da cidade, como a espécie Ficus Elásticas, foram podadas de forma drástica. Após a denúncia, o assunto repercutiu nos principais veículos de comunicação do Estado, não demorou muito para que o serviço fosse suspenso a pedido Ministério Público Estadual.

Após a repercussão, um grupo de pessoas lideradas pelos moradores Roberto Mac Donald e Haroldo Laje, deram início a uma campanha que busca proteger as antigas árvores das podas irregulares, assim como promover o plantio de novas mudas nativas em diferentes pontos do município. Na quinta-feira passada, como forma de marcar a luta em defesa do meio ambiente, várias pessoas se uniram em um abraço simbólico ao redor das cinco grandes árvores que foram prejudicadas.

O ambientalista que fez o vídeo, Mac Donald, enfatizou que “para amenizar os estragos nos Ficus, será necessário retirar ainda 40% da parte intacta das plantas. Aos poucos nas próximas podas isso terá que ser feito, para compensar o estrago feito às galhas que demoram mais de duas décadas para alcançar o tamanho que tinham. São árvores com sessenta anos”, lamentou.

A suspensão das podas foi um pedido do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Codema) de Pirapora e do Ministério Público Estadual. O presidente do Codema, Sydaertha Moreno, disse que, além de solicitar a suspensão dos trabalhos, o órgão vai entrar com uma ação judicial para a “autuação dos responsáveis”.

Sydaertha enfatizou que a prefeitura fez a licitação e contratou a empresa, sem o conhecimento do Conselho Municipal de Meio Ambiente. Ainda de acordo com o presidente do Codema, além da prefeitura, a empresa que fez as podas deverá ser responsabilizada pelos danos, porque realizou o serviço fora dos critérios legais ambientais.

O que diz a prefeitura

A empresa vencedora da licitação, não quis se manifestar sobre o assunto. Já a prefeitura da cidade emitiu uma nota reconhecendo que a poda foi excessiva. O secretário de infraestrutura e urbanismo, Ildemar Cordeiro, destacou que “Foram cinco ou seis árvores que tiveram corte excessivo, mas que a empresa contratada, se prontificou a observar o que foi pedido pela secretaria”.

Ainda de acordo com o secretário, a empresa realizou em 2017 as podas em cerca de 200 árvores em diversos pontos no município, e em nenhuma delas foi diagnosticada irregularidade. O trabalho, segundo o secretário, é acompanhado por servidores da prefeitura. “A poda excessiva foi realizada em apenas dois dias, nesta semana. Infelizmente, o servidor nosso que acompanha está de férias e nestes dias não tinha ninguém acompanhando o trabalho da empresa”, explicou o secretário justificando o erro.

Matéria exibida no Balança Geral, imagens cedidas pela Rede Mais – Record TV

Fotos dos protestos realizado neste domingo (14):

error: Content is protected !!